Início da história da Paróquia Santa Rosa de Lima

Havendo pela primeira vez crisma na Vila Rami, (1966), o Bispo crismante, então auxiliar em São Paulo, Dom Antonio Maria Alves de Siqueira, ex-professor, amigo dedicado do padre, foi convidado para almoçar na residência do Sr. Alberto Martins. O Senhor Alberto na ocasião, iniciava o loteamento da gleba que viria a ser o Jardim Martins.

Nesta ocasião, o padre apontava o senhor Alberto como cidadão católico e, lembrava-o com certeza meridiana que, haveria de reservar local expressivo para a futura igreja. Tão seguro estava da apresentação que, com voz comovida, pedia ao superior hierárquico autorização para apontar o nome da Padroeira Santa Rosa de Lima, nome, aliás, da esposa do Senhor Alberto.

O Sr. Alberto Martins, não só doou o terreno como se empenhou pessoalmente nas quermesses e outros meios para arrecadar recursos.

Aos nove dias do mês de fevereiro do ano de 1976, nas dependências do salão municipal da Vila Maringá, reuniu-se pela primeira vez o conselho para tratar da construção de uma sede religiosa para os moradores da Vila Maringá, onde poderia ser celebrada a Santa Missa. Estavam presentes a esta reunião, os quais também formaram a 1ª Comissão provisória para um prazo de 6 meses:

Presidente: Alberto Martins
Vice-presidente: Sergio Rodrigues
1º Secretário: Jorge Luiz Zana
2º Secretário: Antonio Schiasse
1ª Tesoureiro: Rafaele Franco
2º Tesoureiro: Roque Simionato

Comissão de Obras:
1º: Santo Roveri
2º: Manoel Braz Vieira
3º: Vitório Magoga
4º: Álvaro Bardi
5º: Angelim Ventura

Nesta mesma reunião ficou decidido entregar para o engenheiro o desenho do salão para que o mesmo pudesse ser aprovado, e assim dar inicio a construção. Neste mesmo mês e ano (fevereiro de 1976) em reunião extraordinária, com a presença do então prefeito Íbis Pereira Mauro da Cruz, juntamente com o vereador Gearola, houve um comprometimento de ambos em doações de material para a construção do então sonhado salão. Entre as doações feitas pela prefeitura, doações particulares, em material e dinheiro, vendas de rifas com doações, serviços de pessoas voluntárias, o sonho foi se realizando aos poucos.

Nos dias 14 e 15 de agosto do referido ano foi realizada a 1ª Quermesse com a autorização do Pároco José Vailate (Pai Zé), com a colaboração do povo, homens e mulheres do nosso bairro, que se dispuseram a arrecadar prendas para roleta e também a trabalhar nas barracas, aumentando assim o saldo do caixa para dar continuidade à construção.

No ano de 1977, Dom Gabriel Paulino Bueno Couto, 1º Bispo Diocesano de Jundiaí, aprovou o estatuto da nossa Comunidade.

A Capela, espaço para o bairro, ergue-se em regime de mutirão. Dessa forma foi construída a Capela de Santa Rosa de Lima, onde hoje funciona o Salão Paroquial.

Alguns anos depois da construção do novo templo de Santa Rosa de Lima, a Comunidade de Santa Rosa foi desmembrada da Paróquia São Pedro Apóstolo, e no dia 12 do mês de dezembro do ano de 1996, foi criada a nova Paróquia de Santa Rosa de Lima na cidade de Jundiaí. Na celebração da Santíssima Eucaristia presidida pelo Exmo. Sr. Bispo Diocesano Dom Amaury Castanho, conforme o decreto da nova Paróquia passada na Cúria Diocesana no dia 12 de dezembro de 1996, festa de Nossa Senhora de Guadalupe, padroeira principal da América Latina, protocolado sob o nº 7881.

Na celebração Eucarística do referido dia, às 18 horas e 30 minutos, tomou posse como primeiro pároco, o Padre Celso Arantes, cuja provisão foi protocolada sob o nº 7882.

A assembléia reunida em tão festivo e importante acontecimento bendisse a Deus e suplicou a Santa Rosa de Lima que interceda pelo rebanho constituído hoje em Paróquia e pelo seu Pastor, que durante três anos honrosamente pastoreou o rebanho da nova paróquia tendo como seu auxiliar espiritual o Diácono Antonio Penteado Siqueira conforme provisão concedida e passada em nossa Cúria Diocesana no dia 25 de dezembro de 1996, sob o protocolo nº 7981, livro 03, página 67.